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Em fevereiro, produção industrial variou 0,2%

 

A produção industrial nacional em fevereiro teve acréscimo de 0,2% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado positivo vem depois de um recuo (-2,2%) em janeiro. Em relação a fevereiro de 2017, na série sem ajuste sazonal, a indústria cresceu 2,8%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação e a menos acentuada desde setembro de 2017 (2,6%). O índice acumulado do ano teve alta de 4,3%. O acumulado nos últimos doze meses avançou 3,0%, o melhor resultado desde junho de 2011 (3,6%). A publicação completa, a apresentação e a série história da Pesquisa da Indústria Mensal (PIM PF Brasil) estão à direita desta página.

Fevereiro 2018/ Janeiro 2018 0,2%
Fevereiro 2018/ Fevereiro 2017 2,8%
Acumulado em 2018 4,3%
Acumulado 12 meses 3,0%
Média móvel trimestral 0,3%

De janeiro para fevereiro, 14 dos 26 ramos industriais cresceram 

De janeiro para fevereiro de 2018, houve crescimento em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 14 dos 26 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências positivas foram: perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,4%, eliminando o recuo de 2,4% de janeiro); veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%, frente a -6,6% em janeiro); produtos de metal (3,1%, frente a -2,5%); produtos diversos (7,4% frente a -11%); couro, artigos para viagem e calçados (4,1% frente a -3,5%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6% frente a -3,7%). O setor de bebidas (1,8%) manteve o crescimento e acumulou expansão de 6,9% nos três últimos meses.

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil – Fevereiro de 2018
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Fevereiro 2018/Janeiro 2018* Fevereiro 2018/Fevereiro 2017 Acumulado Janeiro-Fevereiro Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital 0,1 7,8 12,6 7,2
Bens Intermediários -0,7 1,5 2,9 2,1
Bens de Consumo 1,2 4,4 5,3 3,6
  Duráveis 1,7 15,6 17,9 14,2
  Semiduráveis e não Duráveis -0,6 1,6 2,2 1,1
Indústria Geral 0,2 2,8 4,3 3,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal

Entre as atividades em queda, o desempenho de maior importância para a média global foi das indústrias extrativas (-5,2%), eliminando o avanço de 3,4% de janeiro. Outras influências foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,1%), produtos alimentícios (-0,8%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-11,3%), impressão e reprodução de gravações (-14,8%) e metalurgia (-1,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com janeiro de 2018, bens de consumo duráveis teve a expansão mais acentuada em fevereiro de 2018 (1,7%), após recuar 5,8% no mês anterior, quando eliminou parte do crescimento de 10,4% verificado em novembro e dezembro de 2017. O segmento de bens de capital (0,1%) reverteu a perda de 0,5% registrada em janeiro, quando interrompeu o comportamento predominantemente positivo iniciado em abril de 2017, período em que acumulou expansão de 10,5%. Por outro lado, os setores produtores de bens intermediários (-0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,6%) assinalaram os resultados negativos nesse mês.

Média móvel trimestral varia 0,3% 

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para a indústria mostrou acréscimo de 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro de 2018 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória ascendente iniciada em maio de 2017. Entre as grandes categorias econômicas, os avanços foram nos bens de consumo duráveis (1,1%) e bens de consumo semi e não-duráveis (1,0%), seguindo com a trajetória de crescimento desde novembro de 2016 e de 2017, respectivamente. Já os setores de bens intermediários (-0,3%) e de bens de capital (-0,1%) recuaram em fevereiro de 2018, interrompendo as trajetórias ascendentes iniciadas, respectivamente, em abril e janeiro de 2017.

Indústria cresce 2,8% em relação a fevereiro de 2017

Na comparação com fevereiro de 2017, o setor industrial cresceu 2,8% em fevereiro de 2018, com resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 55,0% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (16,8%) exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (29,2%), metalurgia (8,3%), celulose, papel e produtos de papel (11,6%), bebidas (10,0%), produtos alimentícios (2,3%), produtos de madeira (19,3%), produtos de borracha e de material plástico (5,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (10,6%), outros produtos químicos (2,6%), máquinas e equipamentos (2,0%) e móveis (7,6%).

Por outro lado, entre as oito atividades em queda, as principais influências no total da indústria vieram de indústrias extrativas (-5,5%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,5%) e impressão e reprodução de gravações (-17,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (15,6%) e bens de capital (7,8%) assinalaram, em fevereiro de 2018, os maiores avanços em relação a fevereiro de 2017. Bens de consumo semi e não-duráveis (1,6%) e bens intermediários (1,5%) tiveram crescimento abaixo da magnitude observada na média nacional (2,8%).

O segmento de bens de consumo duráveis subiu 15,6% em fevereiro de 2018 frente a igual período de 2017, décima sexta taxa positiva consecutiva nessa comparação, embora menos elevada do que a observada nos dois meses anteriores: dezembro de 2017 (21,1%) e janeiro de 2018 (20,4%). O setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (11,8%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (41,1%).

Vale citar também as expansões assinaladas por motocicletas (24,1%), móveis (7,0%) e outros eletrodomésticos (12,3%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi verificado em eletrodomésticos da “linha branca” (-2,5%).

O setor de bens de capital cresceu 7,8% em relação a fevereiro de 2017, décima alta consecutiva nessa comparação, e menos intensa que a de janeiro último (17,9%). O segmento foi influenciado, em grande parte, pelo avanço observado no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (15,8%). As demais taxas positivas foram registradas por bens de capital de uso misto (29,4%) e para construção (52,8%). Por outro lado, os impactos negativos foram assinalados pelos grupamentos de bens de capital agrícola (-12,9%), para fins industriais (-1,2%) e para energia elétrica (-0,8%).

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis teve a quinta alta consecutiva (1,6%), porém menos elevada do que no mês anterior (2,9%). Esse desempenho foi explicado, em grande parte, pela expansão em alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (4,1%). Vale citar também o resultado positivo do grupamento de não-duráveis (1,5%). Por outro lado, os subsetores de carburantes (-6,1%) e de semiduráveis (-1,1%) recuaram.

Bens intermediários teve alta de 1,5%, a décima consecutiva nessa comparação, mas a menos elevada desde julho de 2017 (1,1%). O resultado desse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços em veículos automotores, reboques e carrocerias (15,9%), de metalurgia (8,3%), de celulose, papel e produtos de papel (13,4%), de produtos alimentícios (3,8%), de produtos de borracha e de material plástico (5,9%), de outros produtos químicos (2,6%), de produtos de metal (4,2%), de máquinas e equipamentos (1,8%) e de produtos de minerais não-metálicos (0,4%). Já as pressões negativas vieram de indústrias extrativas (-5,5%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,9%) e produtos têxteis (-0,3%).

Ainda nessa categoria econômica, vale citar os resultados positivos nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (2,7%), com a quinta alta seguida em relação a igual mês do ano anterior; e de embalagens (5,6%), que mostrou a sétima taxa positiva consecutiva.

Indústria acumula alta de 4,3% no ano

No índice acumulado para janeiro-fevereiro de 2018, frente a igual período de 2017, a indústria cresceu 4,3%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 57,4% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (21,7%) exerceu a maior influência positiva sobre a indústria, seguida por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (30,4%), metalurgia (9,2%), produtos alimentícios (3,6%), bebidas (10,0%), máquinas e equipamentos (8,0%), celulose, papel e produtos de papel (8,4%), produtos de borracha e de material plástico (5,7%), produtos de madeira (16,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,0%), produtos de metal (3,8%) e móveis (10,0%).

Entre as cinco atividades em queda, as principais influências foram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%) e de indústrias extrativas (-2,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o primeiro bimestre do ano mostrou maior dinamismo para bens de consumo duráveis (17,9%) e bens de capital (12,6%), impulsionadas, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (14,4%) e eletrodomésticos (26,5%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (22,7%), para construção (65,7%) e de uso misto (24,7%), na segunda. Os setores de bens intermediários (2,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (2,2%) também acumularam taxas positivas no ano, embora abaixo da média nacional (4,3%).

 


 

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