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IGP-DI varia 0,56% em março

Fonte: FGV/Ibre

 

Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,56% em março, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando foi de 0,15%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,30% no ano e de 0,76% em 12 meses. Em março de 2017, o índice havia caído 0,38% e acumulava alta de 4,41% em 12 meses.
Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou de 0,15% em fevereiro para 0,77% em março. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram 0,76% em março, após cair 0,42% em fevereiro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 2,24% para 8,68%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, suavizou a queda passando de        -0,31% em fevereiro para -0,06% em março.
O índice do grupo Bens Intermediários subiu 0,85% em março, contra 0,25% no mês anterior. O principal responsável por esta aceleração foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de -3,87% para 0,62%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,89% em março, ante 0,94% no mês anterior.
No estágio das Matérias-Primas Brutas a variação foi de 0,68% em março. Em fevereiro, a taxa havia sido de 0,76%. Contribuíram para a alta do grupo os seguintes itens: milho (em grão) (1,39% para 17,11%), soja (em grão) (2,61%para 5,10%) e leite in natura (0,70% para 4,72%).Em sentido oposto, vale citar minério de ferro (2,58% para -7,57%), mandioca (aipim) (3,85% para -3,64%)e suínos (-1,41% para -10,53%).
Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,17% em março, variação idêntica à registrada no mês anterior.
Em sentido ascendente as pressões partiram dos seguintes grupos: Vestuário (-0,76% para 0,57%), Alimentação (-0,29% para -0,02%), Habitação (0,19% para 0,27%), Comunicação (-0,21% para        -0,09%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,42%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens roupas (-0,76% para 0,82%), frutas (-0,45% para 5,80%), tarifa de eletricidade residencial (0,95% para 1,19%), mensalidade para TV por assinatura (-1,91% para 0,17%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,27% para 0,24%).
Já em sentindo descendente, as influências partiram dos grupos: Transportes (1,11% para 0,23%), Educação, Leitura e Recreação (-0,05% para -0,09%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,05%). Nestas classes de despesa, as principais contribuições partiram dos seguintes itens: gasolina           (1,85% para -0,27%), passagem aérea (-3,50% para -8,82%) e alimentos para animais domésticos (0,87% para -0,15%).
 

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,25% em março, ante 0,23% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 46 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 33 apresentaram taxas abaixo de 0,00%, linha de corte inferior, e 13 registraram variações acima de 0,50%, linha de corte superior. Em março, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 48,52%, ficando 1,78 ponto percentual abaixo do registrado em fevereiro, quando o índice foi de 50,30%.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,24% em março, contra 0,13% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,50%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,28%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,03%. No mês anterior, este índice não variou.

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