STF: eram deuses os ministros togados?


Eram?

Sim, eram, pois depois de tantos desmandos dos ministros do STF, a sociedade cansou e foi às ruas exigir providências do parlamento brasileiro.

Seja Marco Aurélio, concedendo HC para soltar quase 170.000 mil presos; Gilmar Mendes soltando outras dezenas da Lava Jato; Lewandowski fatiando a condenação da ex-presidente Dilma Rousseff, ou dando ordem de prisão a um advogado que criticou o STF, ou ainda, Dias Toffoli soltando José Dirceu e autorizando inquérito para punir quem criticou os ministros da Corte, ultrapassaram todos os limites de resiliência da sociedade.

Ministro Gilmar Mendes
Crédito: STF

Ao enviar os processos de corrupção para a justiça eleitoral, sepultando a Lava Jato, cometeu seu erro final. O brasileiro não suporta mais tanta corrupção e quer as mudanças que o legislativo e o judiciário, não desejam.

Precisam proteger aqueles que lhe são caros, em detrimento do crescimento do país e interesses da sociedade.

De quebra, o ministro Maro Aurélio acena com a possibilidade de nulidade de todos processos dos já condenados por corrupção.

A solução

Existem três caminhos e um deles (ou mais), poderá ter como desfecho, a saída de alguns ministros.

  1. Revogação da PEC da Bengala: quatro ministros cairiam;
  2. Vários pedidos de impeachment contra alguns ministros da corte, protocolados no Senado;
  3. Aprovação do projeto anticorrupção do Ministro Sérgio Moro, que pelo menos “revoga” a medida extrema do STF;

Para quem pensa, no entanto, que a pressão da sociedade sensibiliza algum ministro, está redondamente enganado.

Seu cinismo é tão grande, a ponto de, mesmo sabendo (e certamente sabia), da mobilização da sociedade para barrar a transferência dos casos de corrupção para a Justiça Eleitoral, no último dia 15, o ministro Gilmar Mendes mandou soltar Dirceu Pupo, contador de Beto Richa, além de garantir salvo-conduto para impedir prisão da família Richa.

É um escárnio à sociedade.

Por isso, num exercício de futurologia, ouso acreditar que esses ministros “Eram”.

Se julgavam deuses inatingíveis e que a justiça não teria sido feita para alguns privilegiados e para os “deuses”. O tempo dirá.

No entanto, sabemos que muita água ainda vai em baixo dessa ponte, até porque Davi Alcolumbre, presidente do senado, já disse que não acatará o processo de impeachment contra Gilmar Mendes, nem a CPI Lava Togas.

O jurista Modesto Carvalhosa denunciou também um nova “manobra do STF” conforme reportamos abaixo.

Segundo o Portal S1, “o STF está pronto para dar mais um golpe em um dos principais pilares da Operação Lava Jato”, proibindo que, doravante, a Receita Federal compartilhe dados bancários e fiscais de forma ampla e detalhada com o Ministério Público.

Com todas as dificuldades acho que o processo de desconstrução do STF é um caminho sem volta. Mais cedo, ou mais tarde, vai acontecer.

A sociedade, no entanto, precisa mais do que nunca estar mobilizada, indo às ruas para protestar contra os desmandos do judiciário e do legislativo.

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