O mimimi de Rodrigo Maia e a resposta de Bolsonaro

Em viagem ao Chile e diante das grosserias de Rodrigo Maia contra ele e Sérgio Moro, Bolsonaro transfere a responsabilidade da aprovação das reformas para o Congresso, mais especificamente para a Câmara dos Deputados.

Todos têm estranhado o silêncio do Presidente diante da reforma da previdência, mas isso começa a fazer sentido. Parece uma brilhante estratégia de governo.

Com essa nova postura, Bolsonaro sai dos holofotes e coloca toda a Câmara diante de uma lupa. Os parlamentares sabem que vão ser avaliados diante da ameaça do país quebrar e que no próximo ano haverá eleições.

Uma escolha difícil

Diante ainda do fato que não haverá mais negociação por cargos no governo, agora eles vão ter que escolher de que lado vão ficar.

Se ficarem contra a reforma, vão dar um tiro no pé já nas eleições de 2020. De uma forma, ou de outra, eles têm interesses nas suas bases e é sabido que uma grande parte da sociedade exige a reforma.

Consequências de não aprovar as reformas

Supondo ainda que a reforma não passe na Câmara e no Senado, as consequências mais imediatas vão ser sentidas antes das eleições. Se não pelos efeitos diretos da previdência social, pelo desemprego, fruto da falta de investimentos.

Todos os indicadores de tendência de crescimento vão cair num primeiro momento, para em seguida se concretizar o aumento do desemprego e uma nova crise fiscal.

O caos vai se formar com queda da bolsa e alta Dólar.

Há tempo suficiente para que esse quadro se concretize antes das eleições e caberá ao parlamento a responsabilidade desse caos. Será que os parlamentares vão pagar pra ver?

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