Afirmações sobre a reforma da previdência: verdade, ou mentira? Existe impacto no PIB?

A situação do país é extremamente crítica, quando se olha para sua dívida. Mais de quatro trilhões de reais; para se ter ideia se esse valor é alto, o PIB de 2018, ou seja, a somatória de todas as riquezas produzidas no país, foi de R$ 6,8 trilhões.

Portanto uma dívida de R$ 4,3 trilhões, representa 63% do PIB brasileiro.

Paulo Guedes - Ministro da Economia
Paulo Guedes – Ministro da Economia

Então, ou o governo começa a pagar essa dívida, ou os juros vão continuar inviabilizando, não só a capacidade de investimento do país, mas pior que isso, vão leva-lo à insolvência.

Basta ver que o objetivo da equipe econômica, com a reforma da previdência, é a economia de um trilhão em 10 anos.

Em outras palavras, em dez anos o Brasil ainda teria uma dívida superior a três trilhões, se dependesse apenas da reforma da previdência para honrar seus compromissos.

Investimentos: os benefícios indiretos

Acontece que, com a reforma da previdência, o processo de crescimento econômico seria acelerado com os investimentos privados que se seguiriam de imediato, trazendo aumento da arrecadação e reduzindo por consequência, a necessidade de rolagem da dívida integral.

Se diminui a necessidade de rolar a dívida integral, paulatinamente os juros devidos vão sendo reduzidos, tendendo ao mínimo, já que o governo deixaria de emitir títulos públicos, ou seja, deixaria de contrair novas dívidas acrescidas dos juros atreladas à dívida principal, num aumento consistente e permanente dessa dívida, como vem acontecendo.

Não é a toa que o governo diz que não abre mão da reforma na sua integralidade.

Portanto, não seriam apenas as aposentadorias que estariam em jogo, mas a própria estabilidade econômica e social do país.

Sem a reforma, o país entraria numa crise fiscal, antes mesmo da próxima eleição, pois cessaria a intenção de investimentos privados com a consequente redução do PIB, acabando com a possibilidade de geração de empregos.

A decadência (Wikimedia Commons )

São mentiras, as afirmações da oposição, que a reforma prejudica os mais pobres. Hoje são eles que financiam a aposentadoria das classes privilegiadas, como a dos funcionários públicos que se aposentam com valores integrais.

Esta classe por si só, não é auto-suficiente, ou seja não são os recursos gerados por ela que sustenta sua aposentadoria integral, mas a contribuição de todos os brasileiros ao INSS. Por isso, é que tanto se fala na transferência de renda dos mais pobres para pagar esse privilégio dos mais ricos.

Então? Isso é justiça social?

Vou além. É para manter esta situação que a esquerda brasileira vota contra a reforma da previdência?

Essa é mais uma afirmação irresponsável e mentirosa que levará, aí sim, os pobres à mais absoluta miséria e de lambuja, a classe média à pobreza, pela falta de investimento privado, caso a reforma não passe no Congresso.

O caos se instalaria, pois a nova crise fiscal se somaria aos efeitos da crise deixada pelo PT, com uma dívida de quatro trilhões de reais e treze milhões de desempregados no pais.

Irresponsabilidade de apátridas

Levar à população a desinformação, a falsa impressão que o país não pode aceitar essa reforma e ainda combate-la no Congresso Nacional é uma traição à Pátria. Uma traição da oposição e daqueles parlamentares que querem trocar votos por cargos no governo.

Eles precisam ter ciência que a sociedade deseja a reforma e que se votarem contra, não serão, ou terão seus candidatos eleitos, já no próximo ano, e que em três anos, será a vez deles, quando buscarem a reeleição.

A sociedade precisa entender esse processo e gritar pra ser ouvida.

É bom lembrar que o projeto de tomada do poder pelo comunismo (a mesma ideologia há 30 anos), não acabou com a derrota nas eleições do ano passado e que está cada vez mais ativa e altiva e foi justamente esse pensamento de Estado provedor que prevaleceu nos governos pós redemocratização, que levaram o país ao caos que se instalou.

Se alguém deseja se contrapor a essa afirmação, mostre que outra ideologia dominou o país na sua história mais recente. Não vamos ser inocentes. Não foi a crise internacional que trouxe a crise aos países governados por ideologias de esquerda na América Latina, mas seus próprios modelos econômicos.

Outros países capitalistas e mesmo governados pela “esquerda liberal”, se é que existe, cresceram no mesmo período.

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