A liberação do FGTS

Diferença entre os governos Temer e Bolsonaro

A diferença entre os dois governos em relação a liberação do FGTS, não está na ação, em si, mas num conjunto de ações como a reforma da previdência, já aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, e noutras propostas de estímulo à economia.

Dentre elas estão a reforma tributária, a MP da liberdade econômica, e o leilão da seção onerosa da Petrobras previso para novembro.

Além disso, ainda tem o processo de desburocratização, infraestrutura, concessões e privatizações, abertura comercial e redução do preço do gás. Todas, ações para execução de curto e médio prazo.

No governo Temer, faltou exatamente essa continuidade de ações, principalmente por ele não conseguir fazer a reforma da Previdência.

Segundo pesquisa do FGV/Ibre, os recursos liberados do FGTS foram da ordem de R$ 44 bilhões, enquanto a previsão de Bolsonaro, é de R$ 30 Bilhões para este ano.

Os valores resgatados no governo temer, foram utilizados nas seguintes proporções:

  1. 37,7% dos entrevistados usaram o dinheiro para quitar dívidas;

    Isso reduziu levemente o endividamento das famílias;

  2. 30% usou o dinheiro para poupança;

  3. 9% dirigiu o dinheiro para o consumo;

Resultados

Como o limite de saque atual é limitado a R$ 500,00, provavelmente esses R$ 30 Bilhões vão diretamente para o consumo.

O FGV/Ibre, informa na mesma pesquisa, que naquela ocasião, a liberação do FGTS, proporcionou uma leve melhora no endividamento das famílias, mas não impactou na geração de empregos, nem na melhora no índice de expectativa do consumidor, calculado pela própria instituição.

No entanto, proporcionou um aumento no PIB, de 0,2% no segundo semestre daquele ano.

Expectativas

Diante dos resultados da pesquisa relativos à liberação do FGTS, eu diria que as expectativas para o governo Bolsonaro, são bem melhores.

Com os estímulos à economia a partir do segundo semestre, acredito que o índice de confiança do consumidor, deve melhorar, assim como a geração de emprego, por essa percepção pelo empresário.

É plausível concluir, também, que se houve um aumento do PIB, de 0,2% no governo Temer, a expectativa para o governo Bolsonaro, é bem melhor.

Assim era de se esperar que a expectativa do mercado para o PIB desse ano, que caiu de 3,5% para 0,82% nos seis primeiros meses do ano, sofresse uma reversão, com a aprovação da reforma da previdência, a liberação do FGTS e o anúncio das medidas de estímulo à economia.

De fato, apenas com a aprovação da reforma no primeiro turno da câmara e o anúncio de medidas de estímulo à economia, na última segunda-feira, o humor do mercado começou a mudar.

A expectativa de mercado para o PIB parou de cair e já admitia a possibilidade de melhora, subindo de 0,81%, para 0,82%.

Essa porcentagem se manteve no relatório Focus do BC, essa semana.

Na realidade, esse resultado ainda não pode ser considerado uma reversão de tendência, nem que as ações acima descritas, possam ser consideradas responsáveis por ela. Por enquanto, apenas houve uma coincidência, que eu diria, animadora.

Então vamos aguardar os próximos relatórios Focus do Banco Central, que são publicados às segundas-feiras e acompanhar para ver se a tendência se consolida, até porque, as medidas de estímulo ainda não foram implementadas.

No próximo post vamos avaliar como andam os índices de confiança da economia.

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