Marketing e Marqueteiros

O fenômeno do marketing digital Enquanto não começava a propaganda eleitoral gratuita na TV, muito se especulava em relação à sua importância, frente as mídias sociais.

Era visível que Bolsonaro havia largado na frente dos demais candidatos, se utilizando do marketing digital nas mídias sociais, e que não teria chegado onde chegou, nas intenções de votos, sem o apoio dessas mídias.

A dúvida

Até que veio a propaganda eleitoral gratuita na TV. O que mudou? Nada!

O que se viu foi um Haddad crescendo quando Lula assim o permitiu, com sua transferência de votos, e um Bolsonaro que sem tempo de TV, que continuava a subir.

Viu-se também um crescimento inicial de uma Marina, que não se sustentou, o mesmo acontecendo com os demais candidatos, que se não caíram, estagnaram.

Finalmente se pode medir, agora, a importância das redes sociais, e do horário eleitoral gratuito.

A reação

O que me chama a atenção, é que os marqueteiros eleitorais não se prepararam para esse fenômeno. Ficaram aguardando o início da mídia tradicional, por absoluto desconhecimento de causa.

Parece não ter havido uma planejamento, fundamentado no peso do marketing digital, onde antecipassem a importância dessas mídias, em relação à mídia então dominante.

Há quem diga que os profissionais de SEO no Brasil, processo exigido para se posicionar bem um projeto de internet nos sites de busca, são fracos.

Dessa forma, permitiram a ascensão de um candidato se descolando dos demais, sem nada poder fazer, e quando viram que havia uma migração de interesse da mídia tradicional para as mídias sociais, continuaram a olhar estas, como se estivessem fora do processo, sem nada fazer que beneficiasse seus contratantes.

Era para terem avaliado melhor a importância das redes sociais, antes do processo ser iniciado, e ter tido competência para fazer correções de estratégias, ao se aperceberem do ato falho.

Conclusão

Pra mim, houve incompetência dos marqueteiros, que não sabem trabalhar mídias sociais, e diga-se de passagem, não é uma coisa simples. Envolve muitas nuances. Não é só fechar um link patrocinado como Google, ou Facebook.

Além disso, pode se conclui que se precisa fazer também, o que eles (marqueteiros) deveriam fazer bem, como vender a imagem dos seu contratante, fazendo que o eleitor se integre no processo, se transformando num multiplicador.

Tanto é verdade, que no caso de Bolsonaro, mesmo depois do atentado, a campanha continuou na rua sem a presença dele, hospitalizado.

Aparentemente, esse processo, com exceção dele, não serviu pra ninguém, e olhe que ele não contratou marqueteiros para fazer seu trabalho de divulgação. É uma equipe diminuta.

É verdade que o candidato e suas propostas, também contam.

Em primeiro lugar ele ressuscitou a direita, que deixou de ser politicamente correta e passou a assumir ser liberal e conservadora.

Bolsonaro contou com uma camada da sociedade que não queria o retorno do PT ao poder, por ser um partido de esquerda. Contou também com outra camada que não queria o partido, por ter criado, com a participação do seu mandatário maior e ex-presidente da república, a institucionalização da corrupção sistêmica no país; finalmente, contou ainda, com uma parte conservadora dessa mesma sociedade, que é expressiva.

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