Por que o preço dos combustíveis está tão elevado?

O custo dos combustíveisSão vários fatores que contribuem.

O primeiro deles, é uma questão de mercado, mesmo. Lei da oferta e procura. Do mesmo jeito que as commodities (produtos cotados no mercado internacional), caíram nos últimos anos e sendo o petróleo mais uma delas, em algum momento poderia voltar a subir, e foi exatamente o que aconteceu.

Causas Externas

De acordo com o site acionista.com.br, o petróleo passou de U$ 66,59 o barril em dezembro de 2017, para U$ 78,76 em 21 de setembro de 2018.

Um aumento de 18%, lembrando que ele caiu de mais de U$ 100,00 para U$ 34,00 o barril, antes dessa recuperação de preço, atual. Portanto o mercado ajustou o preço de acordo com sua oferta e da respectiva demanda da sociedade global.

Já o dólar que influencia o preço do petróleo e consequentemente, dos seus derivados no mercado interno, tem outras explicações e influências, tanto internas, quanto externas.

Externamente o mundo vive um momento tenso na guerra comercial entre os EUA e a China. Além disso a crise econômica da Turquia, provocada também por uma outra guerra comercial entre este país e os EUA e que tem como causa a prisão de um pastor americano pelo governo turco, acusado de espionagem.

O agravamento da crise econômica Argentina, com forte desvalorização de sua moeda, à semelhança da moeda turca, interferem diretamente no valor do câmbio, pelo aumento do risco de calote.

Causas internas

Internamente a instabilidade política tem trazido incertezas para o mercado, assim como a situação fiscal, com as reformas estruturantes adiadas.

Diante disso tudo, o Dólar saiu de R$ 3,31 em dezembro de 2017, chegando a R$ 4,14 em setembro de 2018, um aumento de 79%.

O Boletim Focus do BC, com informações de instituições de mercado divulgadas semanalmente pelo Banco Central, tem uma expectativa do dólar a R$ 3,90 no final do ano.

A preocupação, é que está formada uma tendência de alta nas últimas divulgações.

Isso significa que o valor do dólar pode ficar ainda mais alto no final do ano, principalmente se um partido de esquerda sair vitorioso das eleições, aumentando o risco às empresas, conforme pretensões de presidenciáveis, que vêm sendo divulgadas.

A notícia ruim (como se todas essas já não o fossem o suficiente), é que o Bank of America, em julho, projetava o dólar a R$ 5,50 para depois das eleições.

Enfim, todos esses fatores terminam influenciando o preço dos combustíveis e suas variações são diárias, de forma que se a Petrobras não reajustar os preços dos seus produtos, toma prejuízo.

O brasileiro já conhece essa história, quando decisões políticas de manutenção de preços fixos de combustíveis, para controle artificial da inflação, quase a quebraram.

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